Matéria/Colaboração: CNN Brasil

Elaborado pelo governo paulista para criar normas e fases para a reabertura da economia nas cidades do estado, o Plano São Paulo recebeu uma série de críticas por parte de prefeitos do interior que acusam o governo de determinar as fases das cidades através de arbitrariedades, colocando municípios vizinhos em momentos diferentes.

Em entrevista, o governador João Doria (PSDB) disse que os diálogos com estas cidades rebeldes estão sendo feitos com “entendimento”, mas avisou que os prefeitos que se recusarem a cumprir as medidas do plano terão que lidar com a Justiça.

“Temos lidado com cidades rebeldes com entendimento, mas se houver algum rebelde depois disso, terão que dialogar com o Ministério Público e com a Justiça. As poucas cidades que seguiram nessa linha perderam. Outras três tentaram contestar a decisão e perderam novamente. Não há razão para rebeldia diante da defesa da vida”, afirmou.

Doria ressalta que o problema não é a quarentena e sim a pandemia, e que a situação não é exclusividade de São Paulo, mas sim do mundo e ressaltou que o estado não aceitará “pressões de prefeitos ou presidentes de associações de comércio”, e que as decisões seguem a ciência e a saúde.

Reunião acalorada

Outro ponto abordado na entrevista foi um suposto embate entre Doria e o prefeito da capital, Bruno Covas (PSDB), sobre a decisão de reabrir bares e restaurantes, que estava marcada para a próxima segunda-feira (29), mas foi atrasada para o dia 6 de junho. O governador negou qualquer atrito e disse que o prefeito é uma pessoa de “fácil trato”.

“Minha relação com o Bruno é estreita e harmoniosa. A reunião foi longa e teve Covas como protagonista junto com o secretário da saúde da cidade, Edson Aparecido. A abertura de bares e restaurantes será feita no dia 6 de julho porque esses estabelecimentos precisam estar adaptados e cientes dos protocolos da prefeitura ao mesmo tempo que devem preparar suas equipes.”

Vacinas

Sobre o avanço das pesquisas de uma vacina contra a Covid-19, Doria disse que espera que até a próxima semana a Anvisa libere o programa de testes do medicamento obtido pelo governo do estado após parceira com o laboratório chinês Sinovac para ser produzido no Instituto Butantan.

“Iremos iniciar um programa de testes com 9 mil voluntários que esperamos que a Anvisa libere até a próxima quarta-feira (1º). Nossa expectativa é que entre maio e junho do ano que vem teremos uma vacina contra o coronavírus sendo aplicada gratuitamente no sistema público de Saúde.”