Matéria/Colaboração: CNN Brasil

Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) está investigando por que algumas pessoas acabam não se infectando pelo novo coronavírus, mesmo próximas de outras tantas que foram diagnosticadas com a Covid-19.

Em entrevista à CNN na manhã desta sexta-feira (10), Mayana Zatz, diretora do Centro de Pesquisas do Genoma Humano e professora da USP, explicou como funciona o estudo. A proposta da pesquisa é encontrar variantes genômicas – diferenças encontradas nos genes de diversas pessoas – em dois perfis: idosos recuperados da Covid-19 e casais expostos ao vírus e que apenas um dos dois se infectou e não apresentou sintomas. 

“Essa pesquisa começou em março e nós já estamos colentando amostras de voluntários. A gente quer entender por que algumas pessoas de infectam com o novo coronavírus e desencadeiam um quadro mais grave, enquanto outros convivem de perto com pessoas infectadas e não desenvolvem nenhum sintoma. Nós acreditamos que isso é devido à genêtica”, explicou. 

Zatz explicou ainda que o intuito do estudo também é identificar o perfil das pessoas resistentes ao vírus. De acordo com ela, algumas não possuem anticorpos, mas não contraem o vírus.

“Temos as pessoas assintomáticas e existem outros que não possuem sintomas e que os exames dão todos negativos – estas, são chamadas de pessoas resistentes. Portanto, temos um interesse enorme em entender como isto funciona e qual a frequência destas pessoas na população. Atualmente, estima-se que as que têm anticorpos são aquelas que foram expostas e são assintomáticas, mas não sabemos quantos não possuem anticorpos e podem ser resistentes”, acrescentou.

Os pesquisadores estão colhendo amostras biológicas, por meio de coletas de sangue, de voluntários tanto no Centro de Pesquisas do Genoma Humano, na USP, quanto na casa das pessoas. Os interessados deverão entrar em contato com a instituição através do site ou se inscrever por meio do e-mail: estudocovid@gmail.com.