Efeitos foram sentidos nos mercados de crédito, combustíveis, comércio exterior e arrecadação de impostos federais

Matéria/Colaboração: Revide

Dados do Boletim Economia Regional de maio de 2020, mostram que, como consequência da crise causada pela pandemia do novo coronavírus, a atividade econômica desacelerou na região de Ribeirão Preto. O artigo foi elaborado pelos pesquisadores Francielly Almeida e Eduardo Teixeira, sob coordenação do professor Luciano Nakabashi, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP.

Na Região Metropolitana de Ribeirão Preto (RMRP), as operações de crédito recuaram 3,3% na comparação entre fevereiro de 2020 e o mesmo mês do ano anterior, enquanto no município de Ribeirão Preto foi registrada queda de 2,6%. A principal contribuição negativa veio do crédito destinado aos financiamentos agrícolas, que recuou em 12,1% na RMRP e 13,4% em Ribeirão.

Na comparação entre março de 2019 e de 2020, houve queda significativa nos preços do combustível: em Ribeirão Preto, o preço do etanol recuou 16,9%. Já o litro da gasolina apresentou queda de 13,1%.

O comércio exterior de Ribeirão já vinha sofrendo antes da pandemia: houve queda das exportações e importações em todos os meses de 2020 quando comparados aos mesmos meses de 2019, com exceção das exportações em fevereiro, que cresceram 2%. Em abril, houve redução de 37,7% das exportações e de 23,5% das importações. As exportações atingiram US$ 43,5 milhões no acumulado de 2020, contra US$ 53,6 milhões no mesmo período de 2019, representando queda de 18,9%. No mesmo período, as importações caíram 27,7%: US$ 50 milhões em 2020 e US$ 69,8 milhões em 2019.

Uma consequência direta do desaquecimento da economia é a arrecadação de impostos: na região de Ribeirão Preto, a arrecadação tributária federal totalizou R$ 354,6 milhões em abril de 2020, uma queda de 56,0% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Em Ribeirão Preto, a arrecadação foi de R$ 194,9 milhões, com queda de 47,4% em relação a abril de 2019. Com exceção do Imposto de Renda de Pessoas Físicas, que cresceu 4,0%, os demais impostos sofreram queda.

Entre janeiro e abril 2020, a arrecadação sofreu queda de -3,4% na região de Ribeirão Preto e de -10,7% no município de Ribeirão em relação ao mesmo período de 2019.

* Com informações do Jornal da USP