Esse foi o maior número de casos e mortes confirmados em 24 horas desde o início da pandemia; taxa de letalidade chega a 2,9%

Matéria/Colaboração: Revide

Segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal da Saúde de Ribeirão Preto, a cidade registrou 11 mortes e 198 novos casos de Covid-19, causada pelo novo coronavírus, nesta terça-feira, 16.

Com isso, a cidade chega a 79 mortes e 2.715 casos confirmados da doença. As mortes também elevaram a letalidade do vírus no município, que subiu para 2,91%. Ao todo, foram 10.061 casos notificados e 5.337 descartados.

Além disso, o número de pessoas com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) disparou em junho. Foram 377 casos até agora. Sendo que, o mês de maio havia sido o que mais registrou casos da doença, com 360 ao todo. Desde o início do ano, já são 1.157 casos.

As mortes notificadas no boletim desta terça-feira, 16, ocorreram entre o dia 9 e o dia 15 de junho.

9 de junho: Uma morte. Uma mulher de 83 anos. Possuía doença cardiovascular crônica e hipertensão.

10 de junho: Uma morte. Um homem, de 74 anos, com doença neurológica crônica.

11 de junho: Uma morte. Homem de 79 anos, com doença cardiovascular crônica

14 de junho: Duas mortes. Um homem de 91 anos, com doença cardiovascular crônica e diabetes. E uma mulher, de 70 anos, com doença neurológica crônica e hipertensão.

15 de junho: Seis mortes. Dois homens e quatro mulheres. Os homens eram, um de 86 anos, com hipertensão e câncer e o outro, de 94 anos, com doença pulmonar crônica. As mulheres eram: uma de 88 anos, com doença cardiovascular e neurológica; uma com 66 anos, com doença cardiovascular, renal e diabetes; uma de 69 anos, com doença cardiovascular e hepática e a última, com 31 anos, com câncer.

Reflexo

Na última quarta-feira, 10, durante coletiva no Palácio do Rio Branco, o secretário de Saúde, Sandro Scarpelini, alertou que esta semana poderia ser a pior em número de casos e mortes. Isso porque, começariam a aparecer nesta semana os reflexos da reabertura do comércio

“Mesmo antes da reabertura, [as pessoas] não estavam fazendo uma quarentena adequada. Andando na rua a gente vê que, infelizmente, foi-se muito mais à rua do que era esperado. Talvez isso se torne um problema para nós, próxima semana pode ser pior do que essa”, declarou Scarpelini.

Sobre o retorno das medidas mais rígidas de isolamento social, Scarpelini declarou que a população deverá se acostumar com esse cenário. “Essas indas e vindas a gente tem que se acostumar. Não adianta achar que foi um erro. Isso tem que ficar bem claro, isso tem ocorrido em outros países também”, acrescentou o secretário.

Leitos

Segundo o Sistema Senso Covid-19, do governo do Estado de São Paulo, a taxa de ocupação de leitos na cidade é de 77,9%. 

Dos 131 leitos exclusivos de Centro de Terapia Intensiva (CTI) para o tratamento da Covid-19, 111 estão ocupados, o que representa uma ocupação de 84,7%. Já nos leitos de enfermaria, são 219 com 156 ocupados. Índice de 71,2%.

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