Matéria do G1 Ribeirão

Segundo delegado, motorista não se conformava com fim da relação há um ano, e ameaçou ex-mulher em janeiro deste ano. Elizane Tibúrcio, de 37 anos, foi morta a tiros dentro de casa na quarta-feira (21).

 

Principal suspeito de matar a ex-mulher a tiros em Aramina (SP), o motorista Cícero Bartolomeu da Silva do Nascimento, de 39 anos, já havia sido preso no início deste ano por descumprir uma medida protetiva, segundo o delegado David Abmael David.

De acordo com a Polícia Civil, o comportamento violento do marido levou a comerciante Elizane Tibúrcio da Silva, de 37 anos, a dar fim à união de 17 anos. O casal teve quatro filhos.

Após a separação, Elizane obteve na Justiça uma medida protetiva contra o ex. Em janeiro, ele foi preso ao descumprir a ordem para manter distância dela e ameaçá-la. No entanto, Nascimento acabou sendo solto.

“Devido à violência, ela pediu a medida protetiva no ano passado e, neste ano, ele descumpriu a medida, procurou ela fazendo ameaças. Em decorrência disso, ele foi preso em janeiro deste ano e solto novamente. Agora nós tivemos esse resultado aí”, diz o delegado David Abmael David.

 

Crime

 

Segundo a polícia, separados há um ano, Nascimento não se conformava com o fim do relacionamento. “Ele continuava inconformado com a separação, então ele foi até a casa dela e a informação que nós obtivemos é que ele já imediatamente efetuou os disparos contra ela”, afirma o delegado.

De acordo com informações da Polícia Civil, na quarta-feira (21), o motorista esteve na casa da ex, no bairro Vila Elza, e atirou nela.

Elizane chegou a ser socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), foi levada ao pronto-socorro, mas não resistiu. Consta no boletim de ocorrência, que o irmão dela foi quem disse à polícia que o ex-cunhado era o autor dos disparos.

Após o crime, a Polícia Militar esteve na casa de Nascimento, mas ele não foi localizado. Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, o imóvel estava com a porta aberta e não havia roupas, sapatos ou documentos no local.

O caso foi registrado como homicídio qualificado, feminicídio e descumprimento de medida protetiva de urgência. A arma utilizada não foi achada pela polícia.

O suspeito ainda não foi localizado, e não há advogado constituído para o caso.

A Polícia Civil informou que vai pedir a prisão do ex-marido de Elizane à Justiça.