Matéria/Colaboração: CNN Brasil

Uma mulher, de 22 anos, com comorbidades, contraiu o vírus em um abatedouro de porcos onde trabalha, no estado do Paraná.

Inicialmente procurou um médico, em 14 de abril, e uma amostra respiratória detectou uma variação do vírus Influenza. Ela foi tratada com Oseltamivir (Tamiflu) em casa e se recuperou.

Em maio, a amostra foi encaminhada ao Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. Especialistas fizeram o sequenciamento genético, que identificou o vírus como sendo uma variedade da Influenza A, o H1N2.

Foi feita uma investigação retrospectiva no abatedouro, em junho, na cidade de Ibiporã, onde fica localizado, e em outros municípios da região.

De acordo com o relatório preliminar apresentado à OMS, foi identificado apenas um segundo caso, que desenvolveu os mesmos sintomas respiratórios e no mesmo período da mulher, mas nenhuma amostra dele foi coletada para confirmar a hipótese. 

Não é possível confirmar a transmissão entre pessoas, pois as variações do vírus influenza ainda é investigado, já que é de sua natureza estar em constante evolução.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), foram identificados 26 casos de influenza A H1N2 desde 2005, sendo dois deles no Brasil. A maioria não demonstrou a evidência de transmissão de pessoa para pessoa e todos apresentaram apenas sintomas leves. 

Para se prevenir, a OMS informa que os cuidados de higiene são semelhantes aos usados para a Covid-19, como lavar as mãos e usar álcool em gel. Mesmo com potencial pandêmico, não há necessidade de medidas adicionais ou restrições de viagens entre países.